Castelo de Santa Maria da Feira

  • Castelo da Feira
  • Castelo da Feira
  • Castelo da Feira
  • Castelo da Feira
  • Castelo da Feira
  • Panorâmica do Castelo da Feira
  • Castelo da Feira
  • Panoramas no Google Street View

Descrição

Descrição

O castelo de Santa Maria da Feira, já existia quando o conde D. Henrique recebeu o Condado Portucalense, mas esta região foi habitada desde a pré-história, tendo adquirido mais importância durante o domínio dos lusitanos e posteriormente com a romanização da península,  é considerado como uma das obras emblemáticas da arquitectura medieval portuguesa.

A actual arquitectura do castelo tem origem no reinado de D. Afonso V, por volta de 1448, pela mão do primeiro conde da Feira. No início do século XVIII um incêndio devastou esta residência senhorial, dando início a um longo período de abandono.

Recentemente, a Comissão de Vigilância do Castelo de Santa Maria da Feira, em parceria com o IGESPAR, desenvolveu um Projecto de Conservação e Remodelação do Castelo de Santa Maria da Feira, salientando-se as obras de conservação e restauro da Capela e da Torre de Menagem, para utilização em conferências, reuniões, espectáculos musicais, exposições e outros eventos.

INTRODUÇÃO

Obra emblemática da arquitectura medieval portuguesa de tipo militar, o Castelo de Santa Maria da Feira é um dos nossos monumentos que melhor reflecte a diversidade de meios de defesa utilizados durante a Idade Média, tendo sido fundamental em todo o processo de Reconquista e de autonomia do Condado Portucalense.

Diz a tradição que o Castelo da Feira se ergue no local de um templo indígena dedicado ao Deus Bandeveluco-Toiraeco. A partir de 1117, desenvolveu-se aqui uma das mais importantes feiras de Portugal, que, com o tempo, deu mesmo nome ao burgo que nasceu à sombra do castelo. Após 1448, o Castelo fica na posse do nobre Fernão Pereira, que então empreendeu algumas obras de reparação e reconstrução, transformando-o numa residência apalaçada. As grandes obras que lhe regulam o prospecto e lhe definem o carácter arquitectónico hoje visível datam de finais do século XV (com adaptações a novas regras da balística), e a Torre de Menagem, dominando a alcáçova, com o seu remate de coruchéus cónicos e a sua tenalha como novidade de reforço defensivo. Outra torre mais pequena, no lado nascente, forma um poço com uma bem lançada escadaria envolvente.

Na posse da coroa ou de particulares, consoante as vicissitudes da História portuguesa, o Castelo sofreu algumas obras de conservação e remodelação, mas nunca perdeu o carácter medieval inicial. Passando para o património da Casa do Infantado, depois de 1708, o castelo sofreu um violento incêndio que marcou o início do seu longo declínio e ruína. Tendo a municipalidade iniciado as obras da sua reconstrução em 1887, foi, contudo, com a visita de D. Manuel II, em 1908, bem como com a criação, no ano seguinte, de uma Comissão de Protecção e de Conservação do Castelo, que as mesmas se efectuaram. Junto à muralha da cerca, adossa-se uma capela de planta octogonal, de estilo barroco, mandada construir em 1656.

Dispõe de uma Capela anexa com acesso pelo exterior.

HISTÓRIA

A primeira referencia documental do Castelo da Feira é a “Chronica Gothorum” e data de 1035. Noticia o texto a vitória de Bermudo III de Leão sobre um chefe mouro, em César, povoação localizada no território do castelo. Há indícios, porem, de que o reduto remonte ao século X, pois em 977 surge a primeira alusão documental à “civitas” de Santa Maria.

Quando, em 1095, o conde D. Henrique e sua mulher, D. Teresa, tomaram conta do Condado Portucalense, o Castelo da Feira era, juntamente com os de Guimarães, Faria e Neiva, um dos principais do novo domínio. O conde morreu em 1112 e D. Teresa casou com o galego Fernando Peres. Inevitável se tornou, dai, o conflito com o filho, D. Afonso Henriques. Eivado (contagiado, cheio de) de motivação, o primeiro rei de Portugal haveria de colher o apoio de nobres contra a condessa com epilogo na famosa Batalha de São Mamede (1128). Ao tempo, Ermígio Moniz de Ribadouro era senhor da Terra de Santa Maria e alcaide do castelo, onde, terá sido combinado o movimento revoltoso. Dai haver quem defenda que Portugal nasceu no Castelo da Feira.

Pouco se sabe, ao certo, dos contornos do castelo na época medieval. A construção primitiva converteu-se em menagem-alcáçova envolvida por uma cerca, sendo a actual imagem do castelo obra de Fernão Pereira, terceiro senhor da Feira e alcaide por mercê de D. Afonso V, em 1448, e de seu filho, Rui Vaz Pereira, primeiro conde da Feira.

A ovalada muralha segue uma orientação norte-sul, surgindo a menagem-alcáçova quase no topo meridional, pelo que a praça de armas é ampla. Transposta a porta da barbacã (encimada pelo brasão dos Pereiras e protegida por duas torres) e respectivo pátio, acede-se A porta principal, a Porta da Vila, que dá para a praça de armas, ao fundo da qual se ergue a menagem-alcáçova (com torre em cada um dos quatro Ângulos), de três pisos, concentrando-se a zona residencial nos dois andares superiores. No primeiro sobressai a cisterna. O segundo é inteiramente ocupado pela sala nobre, com três lareiras, um fogão e quatro janelas, três delas dotadas de conversadeiras. O terceiro piso destinava-se a zona habitacional mais íntima.

Por trás da menagem-alcáçova surge a tenalha, pequena obra de fortificação que constitui a protecção mais próxima da alcáçova. Entre a tenalha e a alcáçova situa-se o pátio da traição, com acesso à respectiva porta. Na fachada sudoeste ergue-se a Torre da Casamata, ao fundo da qual se chega a um recinto quadrangular e abobadado onde se alojavam os soldados e que servia como bateria com troneiras nos muros exteriores. No lado oposto encontra-se a Torre do Poço, com uma profundidade de 33,5 metros que dava acesso a uma nascente de água.

No século XVII construiu-se o Palácio dos Condes da Feira que ocupava quase todo o topo nascente da cerca. Demolido em 1929, restam algumas Paredes, a escadaria e o chafariz. Também do século XVII é a Capela de Nossa Senhora da Encarnação, mandada erguer pela sexta condessa, D. Joana Pereira, no local onde existira outra com a mesma invocação. Vila da Feira passou a cidade de Santa Maria da Feira pelo decreto-lei n° 39 de 14 de Agosto de 1985.

In “Portugal Eterno”,2002

Contactos

Contactos

Outras informações

Outras informações
  • Fotografia e Vídeo
    Camera Sony
    Lentes grande angular Sigma 10-20 e Fish-Eye 8mm Samyang
  • Referências
  • Serviços disponíveis
    Loja de recordações
    Instalações sanitárias
    Cedência de espaços
  • Horário
    Horário de Verão:
    Terça a sexta das 09h30 às 12h30 - 13h30 às 18h00
    Sábado e domingo das 10h00 às 12h30 e das 13h30 às 18h30
    Horário de Inverno:
    Terça a sexta das 09h30 às 12h30 - 13h00 às 17h00
    Sábado e domingo das 09h30 às 12h30 - 13h00 às 17h30
  • Condições de Acesso
    As visitas ao Castelo e Capela fazem-se mediante o pagamento de um bilhete de entrada no valor de:
    Até aos 5 anos: Grátis
    Dos 6 aos 15 anos: €1
    Adulto: €3
    Reformados e pensionistas: €1.50.
    Família (casal c/ mínimo de 2 filhos entre os 6 e os 15 anos): €2 cada adulto e €1 cada filho
    Grupos (com marcação): 1,50 €
    Ensino Pré-Escolar: entrada gratuita
    Ensino Básico e Secundário: 1,00 €
    Professores: entrada gratuita

    Têm direito a entrada gratuita:
    Os responsáveis do IPPAR; os associados da “Comissão de Vigilância”; os membros dos orgãos sociais da “Comissão de Vigilância”; os membros da Associação dos Amigos dos Monumentos e da Associação dos Amigos dos Castelos; os membros da Academia de História e das Belas Artes; os investigadores e outros profissionais (Críticos de Arte, Jornalistas, e Guias Interpretes) no desempenho das suas funções.
  • Condições de Utilização
    O Castelo e a Capela podem ser utilizados para a realização de exposições, reuniões, espectáculos e cerimónias desde que se harmonizem com a natureza e dignidade do monumento. O valor da cedência de espaço é estabelecido pela Direcção da “Comissão de Vigilância”, caso a caso, em função da natureza da utilização e do período.
    Os pedidos de utilização devem ser dirigidos à Direcção da “Comissão de Vigilância” com a necessária antecedência e com a indicação clara do tipo de actividade a realizar.
    Os utilizadores do Castelo e da Capela são responsáveis por todos os danos causados por uma utilização abusiva ou indevida do monumento e das suas instalações.
  • GPS
    N 40º 55' 15,41'' ,W 8º 32' 34,79''

Local

Castelo de Santa Maria da Feira
Como chegar

Contactos

Castelo de Santa Maria da Feira
  • By Panorama 360
  • Email: pafmobile@gmail.com

Events

Castelo de Santa Maria da Feira
Não foi encontrado nenhum Eventos